Halloween mobiliza alunos e famílias numa exposição com mais de 400 trabalhos

Corvos, espantalhos e pequenos morcegos tomaram conta, durante uma semana, do átrio principal da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP). A exposição “Halloween”, organizada no âmbito da disciplina de Inglês do 1.º Ciclo, reuniu este ano mais de 400 trabalhos, construídos por alunos com o envolvimento das respetivas famílias.

A proposta foi dividida por anos de escolaridade: os alunos do 1.º e 2.º anos foram desafiados a criar corvos (crows), enquanto os do 3.º e 4.º anos ficaram responsáveis pelos espantalhos (scarecrows). Os mais pequenos, do pré-escolar, também tiveram lugar na mostra, com os seus morcegos (little bats), numa experiência que lhes permitiu familiarizar-se com algumas das atividades do 1.º Ciclo.

Segundo Catarina Cunha, professora responsável pela iniciativa, estão expostos cerca de 220 espantalhos e mais de 200 corvos. Por detrás destes números está um desafio que chega às casas dos alunos e mobiliza pais, avós, tios e irmãos.

Para a docente, são muitas vezes as famílias que se juntam às crianças para pensar, preparar e construir os trabalhos. Outras vezes, são os próprios alunos que assumem a tarefa, por iniciativa própria. A adesão é voluntária e, sublinha a docente, não se resume à vontade de ganhar o concurso.

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A exposição realiza-se há oito anos e nasceu de uma colaboração entre uma professora do 1.º Ciclo e Catarina Cunha, no âmbito das aulas de Inglês. Desde então, os temas foram mudando de edição para edição. Bruxas, vassouras, chapéus, abóboras, fantasmas, aranhas, máscaras e gatos pretos já passaram pelos espaços da escola. Numa das edições, os alunos chegaram a construir uma representação da cidade de Londres, que ocupou todo um piso da EPM-CELP.

Ao longo deste percurso, a professora tem observado não só a continuidade da adesão das famílias, mas também a evolução dos trabalhos, cada vez mais elaborados e criativos. O envolvimento estende-se aos funcionários da escola, que colaboram na preparação e organização da exposição.

A atividade serve igualmente de oportunidade para abordar a história do Halloween, uma celebração com raízes nas antigas tradições celtas da Irlanda, que se difundiu e ganhou novas expressões ao longo do tempo, particularmente nos Estados Unidos da América.

Os vencedores serão conhecidos na próxima semana. A organização prevê atribuir três prémios em cada categoria, embora admita aumentar esse número se houver empates ou votações muito próximas. Mas a escolha não será simples! Catarina Cunha considera que todos os trabalhos merecem reconhecimento, pelo empenho e dedicação colocados na sua realização.