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O investigador português do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) e professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa (Portugal), Pedro Abreu, continuou, na manhã de ontem, o ciclo de palestras sobre a física, as suas partículas e a evolução do universo. Subordinada ao tema “Anjos, demónios, matéria e antimatéria”, a apresentação incidiu, sobretudo, nas pesquisas sobre átomos de antimatéria, no filme “Anjos e Demónios” e no legado da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN), juntando, no mesmo espaço, alunos do ensino secundário e professores da EPM-CELP, da Universidade Eduardo Mondlane e da Escola Francesa de Maputo.


Tão incisivo quanto científico, Pedro Abreu começou por contextualizar os presentes sobre a elaboração da equação que, posteriormente, levou à descoberta da existência da antimatéria pelo físico teórico britânico Paul Dirac, em 1930, e, um ano depois, de Raios Cósmicos por Carl Anderson, isto em 1931. Com recurso a uma apresentação multimédia, o cientista – que está na nossa Escola a desenvolver um ciclo de palestras para professores e alunos desde 6 de fevereiro – explicou que a formação dessas antipartículas “é criada a partir de colisão entre partículas de alta energia”, disse o professor, assumindo que “nós só conhecemos cinco por cento do universo”.

A partir das investigações feitas, Pedro Abreu afirma que a antimatéria, apesar do seu aspeto próximo da matéria, tem carga elétrica oposta e quando se cruza com outra unidade colapsa libertando energia. Pedro Abreu falou também do filme “Anjos e Demónios”, de 2009, e os casos reais e fictícios existentes na trama. O filme foi gravado no CERN e, segundo disse, de forma desajustada e exagerada, apropria-se de situações incomuns para contar a história.

A palestra terminou com a habitual sessão de dúvidas e esclarecimentos.

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