web palestra.infinito 06fev20
Alunos do ensino secundário da EPM-CELP reforçaram, na manhã de hoje, no Auditório Carlos Paredes, seus conhecimentos sobre os mistérios das partículas que fazem parte da matéria à nossa volta. A aula-palestra, dirigida pelo investigador português do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas (LIP) e professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa (Portugal), Pedro Abreu, suscitou curiosidades, estimulou conhecimentos e aguçou o espírito crítico dos estudantes, que corresponderam à lição com perguntas e explanações.

Após a palestra, Pedro Abreu explicou que a sua intervenção consistiu em esclarecer como se formam as estrelas e as galáxias, passando pela evolução do universo na sequência do “Big Bang”, antes do qual “ninguém sabe de nada”, ressalvou o professor. Segundo explicou o coordenador para a divulgação científica no LIP, a aula ministrada foi de caráter pedagógico e não científico com o intuito de reforçar a vontade dos alunos em aprenderem, mais do que reterem factos científicos. O objetivo cumprido pois “os alunos mostraram-se ansiosos e interessados em aprimorarem o conhecimento geral sobre o funcionamento do universo”.

Pedro Abreu sublinhou que o conhecimento é essencial para todos os processos de decisão, independentemente da área de atuação, podendo influenciar importantes medidas político-sociais. Ou seja, o problema não é só de quem decide, mas também da sociedade destinatária das decisões que pouco critica. “Muitas pessoas não questionam porque não têm conhecimento. E só superamos isso quando mudarmos a mentalidade. Desta forma, é importante educar as pessoas para a ciência. Não que eu queira que todos sejam cientistas, não. É preciso que eles pensem de modo cientifico. Mesmo um músico quando for votar sobre ciência precisará de conhecimentos básicos”, esclareceu Pedro Abreu.

Sónia Pereira, coordenadora do projeto “Mãos na Ciência” e professora de Ciências Físico-Química, afirmou que a aula de Pedro Abreu faz parte de um ciclo de palestras promovido anualmente na nossa Escola, cujo objetivo é estimular o conhecimento, a curiosidade e o espirito crítico dos alunos. Ou seja, “saber distinguir informação certa da errada e saber tomar decisões conscientes. Isto é importante para qualquer pessoa, ainda mais quando ela pode atingir lugares decisores, como políticos do amanhã”.

Na qualidade de professora que prepara alunos em matéria de Física, Sónia Pereira afirmou que as aulas-palestras servem, igualmente, para colmatar a falta de aprofundamento de matérias científicas em contexto de sala de aulas, devido, sobretudo, às limitações que se impõem ao currículo.

O ciclo de palestras prossegue amanhã com a sessão temática "Anjos, demónios, matéria e antimatéria".

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