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A mesa-redonda “Empreendedorismo Social”, realizada no passado dia 2 de maio no Auditório Carlos Paredes, foi dinamizada pelas mentoras dos projetos “Mamana Mudada”, “Wamina”, “Daisy Soap”, “Ecokaya” e “Girl Move” e dirigida a alunos do nono e 11.º anos de escolaridade da nossa Escola.

Promovida pelo grupo disciplinar de Geografia, a ação teve como objetivo sensibilizar alunos para a arte de empreender a partir da visão e experiência dos protagonistas dos referidos projetos que, transversalmente, abordaram temas como o próprio conceito de empreendedor social, as etapas fundamentais da criação de um projeto, a solução para um problema social e a sustentabilidade e financiamento dos projetos.

“Moçambique é um local privilegiado para fazer projetos de desenvolvimento social. Há muitas carências. É preciso sair da zona de conforto para procurar e identificar um problema para o resolver”, destacou Isabel Costa, da “Mamana Mudada”, um projeto que intervém junto de mulheres que vivem nas zonas rurais próximas da Ponta do Ouro. Por sua vez, Filipa Carreira, da “Wamina”, uma empresa que distribui produtos femininos, sublinhou que “o empreendedorismo social passa por parcerias, por conversas, até nos cruzarmos com alguém que nos mostre uma maneira diferente de pensar sobre o problema.”

web empreendedorismo1 mai18Cristina Rocha, da “Daisy Soap”, empresa que visa capacitar mulheres com habilidades para produzir sabonetes artesanais de baixo custo, reutilizando ingredientes e materiais, recomendou a todos que “sejam a mudança que querem ver no mundo”, desejando a todos os alunos muito sucesso. Mais criteriosa foi a opinião expressa por Teresa, participante no passado numa academia de liderança e empreendedorismo social da “Girl Move”, ao afirmar que “pode empreender-se através de duas maneiras: por aquilo que te apaixona e, também, por aquilo que te dá raiva. E é muito mais fácil ir por aquilo que te dá raiva: se houver lixo no chão e não gostamos de ver lixo no chão, temos de desenvolver um projeto para tirar o lixo do chão”.

Já Rita Megre, da “Girl Move”, falou na importância que é para si ter um emprego com algum impacto na sociedade e não sirva “só para ganhar dinheiro”. Na sequência assegurou aos alunos que “podem ser aquilo que querem, bastando questionar”, uma vez, explicou, que vivemos numa era “extraordinária” de acesso à informação. Rita Megre revelou que foi aos 26 anos, altura em que fez uma pós-graduação em Empreendedorismo Social, que descobriu aquilo que queria fazer na vida.

No final, Tiffany Sérgio, aluna do “9.ºD”, declarou que a palestra a ajudou bastante a entender o impacto social do papel das empresas, enquanto a sua colega de turma, Ishara Loureiro, revelou que ficou a conhecer melhor o país onde vive.

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