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"Questões de desenvolvimento: Rapariga BIZ" foi o tema da palestra proferida por Debora Madeira, oficial nacional em Moçambique da United Nations Population Fund (UNFPA), dirigida a três turmas do nono ano do ensino básico da nossa Escola e realizada no passado dia 3 de maio no Auditório Carlos Paredes, no âmbito das Jornadas de Geografia.

A palestra abordou temas relacionados com a saúde sexual e reprodutiva, iniquidade de género, dinâmica populacional e dividendo demográfico, quer de Moçambique como de Portugal, incluídos no programa da área da saúde e direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens desenvolvido pela UNFPA, entidade integrada na Organização das Nações Unidas (ONU).

“Pretendi que os jovens conhecessem melhor as dinâmicas populacionais e o seu papel enquanto intervenientes no desenvolvimento”, afirmou Débora Madeira, justificando que “muitas vezes os jovens pensam que todo o trabalho é feito pelos adultos, mas já há resoluções das Nações Unidas que os chamam para participarem no desenvolvimento”.

web geografia2 mai18Foi a primeira vez que o grupo disciplinar de Geografia organizou uma iniciativa pedagógica do género, de acordo com a respetiva representante Mónica Oliveira, para quem a palestra proporcionou a consolidação de conteúdos lecionados naquela disciplina. Neste aspeto, Mónica Oliveira destacou a oportunidade oferecida aos alunos de ouvirem testemunhos diretos de pessoas que trabalham numa organização focada nas diversas questões do desenvolvimento, como é o caso da UNFPA, que também disponibilizou aos nossos alunos suportes informativos aluisivos aos temas tratados na palestra.

Sobre o impacto causado nos alunos pela comunicação de Debora Madeira, registe-se a reação de Francisco Cerqueira, do “9.ºD”, que afirmou ter-se sentido chocado por ter ficado a saber da existência de raparigas que se casam aos 15 anos de idade, enquanto a sua colega de turma Tiffany Loureiro declarou que “a quantidade de mulheres que não tem acesso à educação é muito grave aqui, em Moçambique”.

O facto de ter sido feita uma contextualização dos temas à realidade moçambicana proporcionou um debate aprazível entre oradores e alunos. “Os oradores tiveram uma linguagem muito descontraída e os alunos colocaram perguntas muito pertinentes, o que revela o envolvimento e sucesso da atividade”, afirmou, em jeito de balanço, Mónica Oliveira, que pretende ver a iniciativa reeditada no próximo ano letivo.

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