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O biólogo marinho José Carlos Xavier, o português que, de momento, integra a expedição científica PELAGIC, participou, anteontem (8 de fevereiro) numa videoconferência com os nossos alunos da turma A1 do 12.º ano, a partir do cruzeiro James Clark Ross. Esta expedição à Antártida pretende avaliar a presença de metais pesados no Oceano Glacial Antártico na sequência da descoberta do mais elevado índice de mercúrio do mundo nos albatrozes viageiros.

Por volta das 13 horas em Maputo (menos cinco nas Ilhas Órcades, na Antártida, a 60.º Sul), os alunos, entusiasmados, estabeleceram ligação, via Skype, com José Carlos Xavier, no decorrer da aula de Biologia, por iniciativa dos professores Ana Besteiro e José Tomé. No início o biólogo português contextualizou a expedição e os objetivos da mesma, falando sobre o ambiente de trabalho a bordo e mostrando alguns colegas em actividade. Esta primeira abordagem forneceu uma visão geral da equipa de 18 cientistas que integram a expedição, oriundos de Portugal, Reino Unido, Noruega, Estados Unidos da América, Lituânia, Canadá, África do Sul, Chile e Alemanha.

Os alunos tiveram oportunidade de observar, através da filmagem da janela do cruzeiro, o tempo que se fazia sentir naquela zona do globo, com a temperatura a zero graus centígrados de acordo com a descrição ao vivo feita por José Carlos Xavier. Os jovens colocaram várias questões às quais o cientista português foi respondendo, esclarecendo que a expedição tenta “descobrir como o mercúrio e outros metais se transferem através da cadeia alimentar marinha na Antártida, pois aqui a poluição deveria ser menor”.

A expedição PELAGIC teve início a 8 de janeiro último e estende-se até ao próximo dia 28 de fevereiro. O fato dos albatrozes viageiros daquela zona terem os níveis de mercúrio mais elevados do mundo pelo que o objetivo é descobrir de onde provém e que mais metais pesados existem nos animais residentes na região estimada como uma das menos poluídas do mundo. Para obter estas respostas, Jon Watkins, investigador pela British Antarctic Survey e responsável científico da expedição, com mais de 30 anos de experiência em cruzeiros à Antártida, organizou esta investigação com cientistas das várias partes do mundo e com conhecimentos variados sobre esta matéria. Estão a ser recolhidas amostras ao longo de toda a cadeia alimentar marinha, desde a água, aos crustáceos, ao peixe, às lulas e às otárias e pinguins. A escolha das Ilhas Órcades justificou-se por ser um local onde existe grande interesse pela pesca, várias áreas protegidas marinhas e muito a desvendar sobre a biologia de espécies marinhas pouco conhecidas.

A participação dos dois cientistas lusos, José Carlos Xavier biólogo marinho e investigador do Instituto do Mar da Universidade de Coimbra e da British Antarctic Survey, e de José Seco, estudante de Universidade de Aveiro e da Universidade de St. Andrews, em colaboração direta com a Universidade de Coimbra, foi possível devido ao apoio logístico da British Antarctic Survey, do Programa Polar Português PROPOLAR 2015-16 e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), viabilizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Este programa é coordenado pelas universidades de Lisboa, Algarve, Coimbra e Porto e promove o acesso de equipas portuguesas de investigação à Antártida.

Comentários   

+1 #1 Francisco Carvalho 12-02-2016 17:54
Excelente iniciativa!
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