web percursos.profissionais1 15OUT19
Seis encarregados de educação de alunos da EPM-CELP reuniram-se, na última sexta-feira (11 de outubro), na Biblioteca Escolar José Craveirinha, para falarem dos desafios que enfrentam diariamente para a sua afirmação no mercado do trabalho. Falando para uma plateia composta por estudantes do nono ano do ensino básico, professores e membros da Direção, os oradores relataram experiências inspiradoras e partilharam meios e ferramentas variados para referenciar os alunos na exploração do mundo profissional.

A oficina, inserida no âmbito da Educação para a Cidadania, foi dinamizada pela professora Faira Semá, em articulação com o Departamento de Ciências Sociais e Humanas, com o objetivo de fornecer testemunhos sobre as profissões e incentivar os alunos a prosseguirem os estudos, sobretudo escolhendo áreas que lhes transmitam confiança e de que mais gostam. Assim, além de possibilitar o contato direto com pessoas de vários ofícios, que procuraram inserir os alunos nos ambientes reais de desafios e sucessos, a conversa estimulou a responsabilidade e a autonomia dos adolescentes.

“Esta palestra serve para que os alunos tenham nos seus pais e encarregados de educação uma fonte de inspiração para realizar as suas escolhas, selecionar preferências e descobrir e exercitar as suas habilidades”, explicou Faira Semá, organizadora do evento, na abertura da sessão. A partir do próximo ano letivo, os alunos do nono ano do ensino básico terão de escolher uma área de estudo para seguir no ensino secundário, opções que vão condicionar as aprendizagens no ensino superior.

Para Rui Martins, o primeiro pai a oferecer o testemunho, o sucesso reside, em parte, no domínio das línguas: “Busquem falar línguas, dediquem-se, no geral, aos estudos e tenham sempre em mente que, mesmo depois de concluírem o curso, não sabem nada. Estão para aprender, dia após dia”, afirmou. Nascido na Argélia, onde fez o ensino primário, Rui Martins revelou o seu trajeto profissional, um pouco antes de concluir a licenciatura em Engenharia Mecânica. Hoje funcionário das Linhas Áreas de Moçambique (LAM), como responsável do sector informático, no seu percurso constam dificuldades que, ao longo do tempo, foram transformadas em oportunidades de sucesso.

Outro testemunho foi dado por Sandrine Oliveira cuja narrativa tem início em França, onde nasceu e concluiu o ensino obrigatório e a licenciatura em Contabilidade. Tal como Rui Martins e a maioria dos pais, Sandrine enfrentou dificuldades que, graças ao seu empenho e dedicação, resultaram em vitórias. Atualmente é priprietária de uma empresa que presta serviços para várias outras em Moçambique, com destaque para o Centro Cultural Franco-Moçambicano. “Isto chama-se foco. É preciso acreditar que somos capazes de vencer. Quando terminei a licenciatura, fui procurar emprego na minha área em Portugal. Não tendo tido sucesso, trabalhei no setor de vendas numa central de compras”, contou a encarregada de educação, para quem “o domínio do francês abriu-me portas para o negócio em Moçambique”.

Em mais de uma hora de oficina, os alunos inteiraram-se sobre outras várias profissões inspiradoras de escolhas. Rodrigo Rocha falou do seu percurso como advogado; Rabeca Mansour como gestora e Hernane Estanque como chefe do departamento jurídico de um banco localizado na capital moçambicana. A sessão terminou com promessas de um novo encontro, no qual Marisa Prista irá falar do seu percurso e das suas paixões literárias.

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