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Todas as quintas-feiras, desde dezembro de 2017, os livros juntam entusiastas pela leitura no pátio do primeiro andar da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP). A iniciativa partiu da professora de Francês Faira Semá e o intuito é o de agregar, durante cerca de 50 minutos, apaixonados pela leitura em torno da partilha criativa de ideias. A atividade decorre no âmbito do projeto “Voluntários da Leitura”, inicialmente desenvolvida junto da turma E do nono ano do ensino básico.


O projeto começou este ano letivo na EPM-CELP e tem como fonte de inspiração a plataforma “Voluntários da Leitura”, lançada pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e pela Rede de Bibliotecas Escolares de Portugal, a qual permite a inscrição de voluntários a nível individual e institucional. “Estou inscrita na plataforma há três anos, altura que coincidiu com a minha vinda para Moçambique”, revelou Faira Semá a propósito das suas motivações.

Apesar de os primeiros passos terem sido dados com a turma do E do nono ano e a ideia contemplar a inclusão de outras turmas do mesmo ano, a iniciativa pretende abranger outros anos de escolaridade, numa perspetiva de articulação vertical, e abri-la também à participação de outros elementos da comunidade escolar que queiram aderir por livre iniciativa. Segundo Faira Semá, o formato escolhido constitui uma oportunidade para os aderentes conhecerem outros elementos da comunidade educativa, destacando a ideia de que “mais do que o lado cultural, a leitura é uma viagem ao imaginário que nos leva à realidade, mais favorecidos”, afirmou. Considera mesmo que a participação pode ser uma “biblioterapia”, tal como afirmou, isto é, uma terapia em torno dos livros e da leitura.

Entre os livros já apresentados nas sessões realizadas contam-se “Comer, Orar, Amar”, de Elizabeth Gilbert; «Niketche», de Paulina Chiziane; “Ponta Gea”, de João Paulo Borges Coelho; “A Rapariga que Roubava Livros”, de Markus Zusak; “Feliz Ano Velho”, de Marcelo Rubens Paiva, e “Outliers”, de Malcolm Gladwell.

Os encontros literários têm sido realizados semanalmente às quintas-feiras, à volta da hora do almoço, e estão abertos a toda a comunidade escolar. Aparecer com vontade de ler e partilhar essa experiência com outras pessoas são os requisitos necessários para participar no encontro dos “Voluntários da Leitura”.

Iniciativas dos "Voluntários da Leitura" com alunos dos 9.º e 11.º anos
O projeto “Voluntários da Leitura” na EPM-CELP deu os primeiros passos entre os alunos no final de 2017. O primeiro foi a encenação do texto “Mar de Maputo”, de Rafo Diaz, no átrio central da nossa Escola, a 9 de novembro, celebrando o dia da cidade de Maputo. A interpretação foi dos alunos da turma E do nono ano, com participação de alguns colegas da turma A do mesmo ano e um do 10.º ano, e foi dirigida aos pequenotes do pré-escolar e aos estudantes da turma D do quinto ano do ensino básico.

Seguiu-se a apresentação idêntica no Jardim Tunduru, a 16 de novembro, dinamizada pelos alunos da turma C do 11.º ano, com a colaboração do grupo disciplinar de História. Além da encenação, os alunos contaram a história da cidade de Maputo para o público constituído pelas turmas do quarto ano do ensino básico. A terceira apresentação ocorreu no Auditório Carlos Paredes e teve como destinatários, mais uma vez, os alunos do ensino pré-escolar, contando com as participações especiais dos professores Isabel Loio, do grupo disciplinar de Matemática, que leu o texto em língua changana, e Kim Salip, que dinamizou uma coreografia de dança marrabenta. Lugar, ainda, para a leitura da história da cidade de Maputo a cinco turmas que visitaram a respetiva exposição, organizada pelo grupo disciplinar de História. “O fator imprevisibilidade é uma constante num projeto que está a assumir a sua dinâmica própria”, frisou Fairá Semá.

O projeto “Voluntários da Leitura” na EPM-CELP prevê para breve mais iniciativas contempladas no seu plano anual de atividades. Uma delas é a doação de livros a alunos do primeiro ciclo do ensino básico e, no final do ano, a oferta dos mesmos a instituições de solidariedade social.

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