web feira.saude2 mar19
Alunos, professores, funcionários e encarregados de educação da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) afluíram em grande número às mesas de rastreio do cancro da mama, de diabetes, do HIV, de dentição, de aconselhamento nutricional e de doação de sangue dinamizadas na Feira da Saúde da nossa Escola, no passado dia 1 de março.

Os resultados das doações de sangue foram surpreendentes com 38 colheitas, 28 das quais feitas a alunos, orgulhando os organizadores. Motivada e visivelmente satisfeita, Maria Celisa Quelhas, vice-presidente do Conselho Técnico da Associação da Luta Conta o Cancro, entidade coorganizadora do evento ao lado da EPM-CELP, afirmou ser extraordinário ver alunos tão jovens com a sensibilidade de amenizar a dor e sofrimento dos outros: “dar aquilo que é parte da sua vida, que é o sangue, para dar vida a outras pessoas, às vezes, desconhecidas; dar sangue a um doente oncológico ou a alguém que esteja a precisar é extremamente humano”, sustentou a também responsável pela área psicossocial de Oncologia do Hospital Central de Maputo. Para Maria Celisa Quelhas, o envolvimento dos alunos reflete o trabalho de sensibilização feito na Escola em relação às grandes questões da atualidade, referindo, a propósito, que “não devemos olhar de forma introvertida para o nosso umbigo, mas também olhar para fora com a consciência de que podemos fazer a diferença se nós formos solidários com os outros”.

Ana Castanheira, responsável pela Ação Social Escolar da EPM-CELP e uma das organizadoras da Feira da Saúde, manifestou, por sua vez, a vontade de continuar a dinamizar atividades do género, sobretudo porque os resultados alcançados, em cerca de sete horas de trabalho, demonstram a sensibilidade da comunidade académica em relação à educação para a saúde e sua prevenção.

web feira.saude1 mar19Alunos de todos os ciclos de escolaridade marcaram presenças nos rastreios de dentição (99, em exclusivo para turmas do primeiro ano), do cancro da mama (13), de HIV (18) e da glicémia (5). Os funcionários também afluíram em número significativo, superando as participações de professores e de pais e encarregados de educação. “A feira teve um impacto tremendo no seio dos alunos, professores, funcionários e alguns pais. No cancro da mama foi preciso limitar as consultas, uma vez que a única enfermeira não tinha capacidade para atender mais pessoas do que as 41 rastreadas, um número elevado para uma pessoa só”, explicou Maria Celisa Quelhas, da Associação da Luta Conta o Cancro.

No rastreio do cancro da mama, a enfermeira responsável pelo mesmo, Blanca Catalan, explicou que, para além do exame conversou com as pessoas sobre os riscos e as diversas formas de prevenção da doença, enfatizando a ideia de que uma das medidas para se combater o flagelo é o autoexame e outros diagnósticos precoces para detetar e começar o respetivo tratamento. Por seu turno, a equipa de nutrição foi igualmente mais além da mera avaliação nutricional, fornecendo orientações alimentares às pessoas em risco e encaminhando para nutricionistas, sem deixar de chamar a atenção para os elevados teores de sódio, açúcar e gordura presentes em muitos alimentos industrializados.

A Feira da Saúde da EPM-CELP, que atraiu a participação de quase três centenas de pessoas entre alunos, professores, funcionários e encarregados de educação, recebeu o apoio da Direção da Saúde da Cidade de Maputo.

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