web deficiencia2 dez18
A Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) assinalou, ontem, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência com debates inclusivos, cujo mote foi a sensibilização e a consciencialização para o reconhecimento e a necessidade da plena integração social da pessoa com deficiência. A diretora da nossa Escola, Dina Trigo de Mira, o subdiretor, Francisco Carvalho, professores e alunos de várias gerações partilharam as suas experiências sociais para uma plateia constituída por estudantes da educação especial, do pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico.

Na primeira intervenção do dia, Francisco Carvalho, subdiretor da EPM-CELP para a área pedagógica, reforçou, em referência à Declaração Universal dos Direitos Humanos, a necessidade de se “respeitar as diferenças”, repudiando o estigma e os pesares que, às vezes, endereçamos aos portadores de deficiências. “Ninguém deve infantilizar as pessoas com deficiência e pensar que alguém se relaciona de forma amorosa por pena ou bondade”, afirmou Francisco Carvalho.

A diretora Dina Trigo de Mira valorizou, por sua vez, as amizades mesmo quando houver diferenças, o que, por si só, reforça os laços afetivos e atesta a diversidade humana, de pensamento e de ideias expressas. Apoiando-se no filme de animação que versa as diferenças humanas, Dina Trigo de Mira enalteceu valores de gratidão, amizades sinceras e a consequente felicidade que nos invade quando aceitamos e amamos as pessoas tal e qual são.

Com o mesmo entusiasmo e espírito inclusivo, a turma da educação especial contagiou a plateia com o tema “Aquarela”, da autoria de Toquinho. Na sequência, alinharam no palco do átrio central da EPM-CELP, sob a batuta ao piano do professor Assumane Saíde, os meninos do primeiro ano do ensino básico que, através de um jogo de gestualidade manual, animaram o espaço e mobilizaram a atenção dos espetadores até à entrada de Luísa Antunes, professora de História e diretora do Centro de Formação da EPM-CELP, que ofereceu o seu testemunho pessoal e universalista sobre a problemática dos direitos humanos.

O trio Érika Vasconcelos, Júlia Sacramento e Sara Ibraimo, do “9.º D”, trouxe para o evento três declarações sobre a efeméride, seguidas pelas proferidas pelas técnicas Teresa Noronha e Ana Castanheira e, ainda, pela professora Estela Pinheiro. Por sua vez, os professores Leandra Reis, Assumane Saíde e Isac Maússe acompanharam, instrumentalmente, as atuações de vários alunos associados à iniciativa, promovida pelo Departamento de Educação Especial da nossa Escola.

Ao final da tarde, igualmente para marcar a efeméride, a Associação de Pais e Encarregados de Educação da EPM-CELP dinamizou, no Auditório Carlos Paredes, um workshop intitulado "É normal ser especial", que juntou vários intervenientes do projeto educativo da EPM-CELP.

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