web fortaleza.maputo mar18
Experienciar e vivenciar, tanto quanto a representação permite, as narrativas da história de Moçambique foi o propósito dos “acampamentos” vividos por alunos do sexto ano de escolaridade da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP) na Fortaleza de Maputo, em dois fins de semana consecutivos do corrente mês de março ( dias 9 e 10 e 16 e 17). Foi mais uma edição da iniciativa “Uma aventura na Fortaleza e na Casa Amarela” que o grupo disciplinar de História da nossa Escola vem realizando anualmente, desde 2014, com a participação de alunos, professores e encarregados de educação em regime presencial e de internato.

Na Fortaleza, local de cruzamento das histórias de Moçambique e de Portugal, os alunos recriaram factos históricos relacionados com a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, com a Casa Amarela (Museu da Moeda) e com as origens da cidade de Maputo. Assim, os alunos transformaram-se em atores e figuraram na cena como os primeiros habitantes da cidade de Lourenço Marques, a designação de Maputo durante o período colonial. Os alunos, entre outras representações, personalizaram os viajantes portugueses saídos de Lisboa de navio que, entretanto, à chegada, naufragou no Regulado de Ma Tchiki-Tchiki - atual zona da EPM-CELP, conseguindo os viajantes, no esforço de salvação, atingir a Fortaleza de Maputo.

Alunos, professores e encarregados de educação dormiram nas “casernas” - salas da Fortaleza de Maputo – e, na manhã seguinte, participaram na simulação de um encontro com o governador, também curador do Museu da Moeda, a quem apresentaram as suas preocupações em relação às más condições no presídio, questionando-o sobre a origem e construção daquelas fortificações.

Um “peddy-paper” interdisciplinar e uma oficina de aprendizagem da dança Xigubo, com o bailarino Benedito Cossa, também preencheram o programa do “acampamento” cultural, bem como o jantar, que envolveu todos os participantes, incluindo os anfitriões, as representações teatrais, os jogos e a música.

“A atividade constituiu um êxito total, fruto de um trabalho conjunto de todas as áreas disciplinares e da comunidade educativa”, sublinhou o coordenador pedagógico do segundo ciclo de escolaridade da EPM-CELP, Armindo Bernardo.

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