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Na passagem pela Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), integrada na sua visita oficial de cinco dias a Moçambique, o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou os feitos da nossa Escola no âmbito das relações de cooperação entre Portugal e Moçambique, garantindo que o governo português apostará sempre no desenvolvimento da nossa instituição, que celebrou o 20.º aniversário no passado mês de novembro sob o lema “20 anos de Memórias”.

web marcelo20 x“Eu tenho muito orgulho desta escola. A diretora (Dina Trigo de Mira) sabe disso”, afirmou o Chefe do estado português para quem “a EPM-CELP tem sido essencial nas relações entre Portugal e Moçambique. Crianças e jovens moçambicanos a darem-se todos os dias com crianças e jovens portugueses. Com crianças e jovens de outros países que aqui vivem. E todos escolheram uma escola portuguesa, onde o português é uma língua fundamental. Isso aproxima as pessoas. O que aproxima as pessoas é falar umas com as outras. Quando há guerras, problemas no mundo, nas famílias, nos grupos de amigos, nos clubes é porque as pessoas não falam. Acham que são ilhas. Mas ninguém é uma ilha. Nós vivemos juntos, com todos. Ou falamos ou perdemos uma parte do sentido da nossa vida”, explicou Marcelo Rebelo de Sousa.

Discursando para membros da Direção e dos governos moçambicano e português, diplomatas portugueses em Moçambique, professores, alunos, encarregados de educação, funcionários e demais convidados no decorrer da sessão solene do 20.º aniversário da nossa Escola, realizada no passado dia 14 de janeiro, Marcelo Rebelo de Sousa afiançou que o governo português vai sempre apoiar a EPM-CELP. “É um princípio básico: família é família”, declarou.

Para o Presidente da República Portuguesa os 20 anos da EPM-CELP foram e são importantes para fortificar as relações entre Portugal e Moçambique, suscitando afetos entre moçambicanos e portugueses. “Nós, os presidentes, damo-nos bem quando os povos se dão bem. E essa empatia começa ainda em tenra idade, quando se joga futebol em conjunto, quando se estuda em conjunto, quando fazemos as mesmas asneiras em conjunto, quando choramos, quando temos boas notas em conjunto”, justificou Marcelo Rebelo de Sousa.

Numa aula de sapiência, que durou cerca de 15 minutos, Marcelo Rebelo de Sousa destacou igualmente os valores da amizade e da comunhão, consciencializando os alunos para respeito e trabalho em equipa. “Não há amizades mais reais do que as que fazemos na escola. Já me encontrei com presidentes de todo o mundo, futebolistas, artistas, cientistas e muito amigos, mas não são tão amigos como os feitos na escola. Por isso, sejam unidos. Façam todos a diferença”, exortou o dirigente máximo português.

Falando sobre as distinções escolares, uma das quais o Prémio Baltazar Rebelo de Sousa, em homenagem ao seu pai, que foi governador em Moçambique, o Presidente da República Portuguesa afirmou que os alunos premiados se destacam no meio de tantos porque fizeram esforço durante um ano letivo para que fossem melhores. “Não os melhores. Mas melhores deles próprios, no seu percurso. E a razão pela qual vim aqui ao palco – é a primeira vez que faço isso na vida – foi porque era injusto entregar apenas um prémio, quando todos merecem ser premiados. Era injusto que eu tirasse fotografias com o aluno que recebeu o prémio com o nome do meu pai e não tirasse com outros que tiveram tanto ou mais mérito do que ele. Por tanto mérito, eu tinha de lhes abraçar, lhes beijar. É o mínimo para um ano de esforço”, argumentou.
 
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