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Três alunos da turma “B” do quarto ano do ensino básico e um encarregado de educação da EPM-CELP construíram uma caravela onde depositaram mensagens de membros da nossa comunidade escolar endereçadas a estudantes da Escola Portuguesa de Díli – Centro de Ensino e Língua Portuguesa Ruy Cinatti, em Timor-Leste. A atividade, enquadrada na disciplina de História, visa comemorar o quinto centenário da Viagem da Circum-Navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães.

web caravela3 19fev20A caravela de mensagens construída pelos alunos da EPM-CELP parte de Maputo no próximo dia 12 de abril a bordo do navio-escola Sagres rumo a Timor-Leste para a jornada integrada na Rede de Escolas Magalhânicas, de que a nossa Escola faz parte.

web caravela2 19fev20De acordo com Odete Sol, professora da turma, o trabalho de construção da caravela centrou-se na colaboração direta entre pais e filhos. Ou seja, segundo explicou a docente, mais do que ter resultantes brilhantes, “o importante neste trabalho era ver o entusiamo, o trabalho em equipa e a boa relação entre pais e filhos”, afirmou satisfeita com o resultado do trabalho feito pelos petizes em representação da nossa Escola.

Bruno Pinto, Ema Moreira e Beatriz Antunes trabalharam na construção da caravela durante um dia na oficina de Nuno Moreira (pai de Ema Moreira), sita no município da Matola. No princípio, conta Odete Sol, o repto foi lançado a todos os pais e alunos do quarto ano, tendo-se destacado Nuno Moreira e filha pelo engenho, criatividade e rapidez na entrega do primeiro navio. “Foi neste momento que a Escola decidiu que ia mandar a caravela no navio-escola Sagres para Díli. Então, escolhemos mais duas crianças colegas da filha para construírem mais uma caravela, agora num tamanho mais pequeno”, explicou a docente para quem, em termos de aquisição de novas competências, as atividades práticas desenvolveram a criatividade e o espírito pesquisador e inventivo dos alunos.

Nuno Moreira, o encarregado de educação que auxiliou na construção da caravela, revelou ter encontrado satisfação na relação com o trio de pequenos estudantes. Embora o trabalho tenha durado apenas um dia, para Nuno Moreira a experiência constituiu mais uma aprendizagem. “Eles aprenderam sobre métodos do trabalho, que envolvem pesquisa sobre a história das caravelas; cálculos; desenho e tratamento gráfico e, por fim, a parte técnica que tem a ver com a produção, a indústria e as suas hierarquias de trabalho”, contou o encarregado de educação, sublinhando que “isso foi bom para perceberem que por de trás de um trabalho, pequeno que seja, existem pessoas unidas”.

A Rede de Escolas Magalhânicas, segundo a Direção-Geral da Educação de Portugal, “é um projeto pedagógico inovador e pioneiro, que se constitui como um espaço de intercâmbio internacional que conta com o envolvimento de alunos e docentes das cidades de Magalhães, na ótica da partilha de conhecimentos, de experiências e de recursos pedagógicos. Com este projeto pretende-se o reforço do interesse pelas personagens e pelos episódios da história da expansão marítima e a promoção da inovação pedagógica indutora de novas formas de aprendizagem e do sucesso educativo, assente numa perspetiva humanista e inclusiva, baseada nos valores do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória”.

Comentários   

0 #2 Elisabete 20-02-2020 12:52
Parabéns que bela iniciativa .... fantástica. Que gesto maravilhoso e cheio de sentido pela diáspora. Continuem empenhados e no bom caminho. Força
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0 #1 Ricardo Fernandes 19-02-2020 19:09
Parabéns pela atividade levada a cabo.

Enaltecem o nosso ensino.

Beijinhos
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