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A imaginação invadiu o já mítico Pátio das Laranjeiras da EPM-CELP, na tarde de ontem. Com papel e tintas diversas, alunos dos nono e 10.º anos colocaram a criatividade e engenho em cena na oficina de desenho e pintura orientada por dois artistas portugueses, Manuela Pimentel e João Alexandrinho, este último comummente conhecido como Jas. O resultado do trabalho, que explora os azulejos tradicionais portugueses, será exposto juntamente com os “capulejos” criados por alunos da nossa Escola no início deste ano, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo.


Poucos minutos depois da abertura da oficina, os alunos, individual ou coletivamente, desdobraram esforços para dar significados múltiplos às tintas sobre o papel. Aranhas, flores e cordas com sentido abstrato foram objetos de admiração entre os colegas. Ana Paula Canotilho, professora de Educação Visual e Tecnológica e mentora da iniciativa, explicou que o trabalho surgiu da necessidade de criar contatos firmes entre os alunos da nossa Escola e vários artistas de renome internacional para que aqueles aperfeiçoem técnicas e ganhem inspirações.

Valorizando o contemporâneo a partir de obras tradicionais, a artista plástica e formadora Manuela Pimentel procurou traduzir nos trabalhos dos alunos a influência das histórias contadas no azulejo tradicional português. E argumenta: “Eu junto e faço uma ligação do contemporâneo ao que se vê nas ruas. Desde os desenhos de grafite, as frases e tudo o que vai ao encontro da ´sujidade´ que se encontra nas paredes das ruas. Eu conto novas histórias. E aqui, neste ´workshop´, estamos a brincar com isso: desenhar novos padrões de azulejo e contar uma nova história, como se fôssemos artistas de rua ou alguém que quer deixar uma mensagem nas paredes de rua”.

Jas surpreendeu-se com a entrega e dedicação dos alunos, afirmando que “a experiência é de um valor elevado. Estamos num outro país, com outra mentalidade, outra forma de pensar; nós aprendemos com eles, como eles connosco. Por isso, espero ver no fim um trabalho extraordinário. Uma obra coletiva inspiradora”, disse o artista que centra as suas criações artístico-culturais em figuras e abstratos com base na areia.

No Pátio das Laranjeiras, a alegria foi muita, mas a curiosidade em ver o trabalho final afligia os alunos. Para Laura Pessoa, do “10.ºA4” a prática foi diferente da habitual na disciplina de “Desenho A”, mas nada é diferente da essência da arte: a criatividade. Em tela de papel, a aluna desenhou os fios de uma esfregona que sobrepôs com as folhas caídas do chão e uma fotografia da sua funcionária querida da Escola. Bruno Dry, da mesma turma, revelou, por sua vez, que os seus níveis de inspiração cresceram muito devido à constante interação com os artistas conceituados, aprovando, por isso, a iniciativa experimental que colocou desafios à criatividade.

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