web maningue.teatro2 jun18
O grupo estudantil “Maningue Teatro” da Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), em associação com o projeto “Mabuko Ya Hina”, apresentou na tarde da passada quinta-feira (7 de junho), no Auditório Carlos Paredes, duas peças de teatro infantil que versaram, de forma continuada, sobre os riscos de aventuras desconhecidas.

Na primeira peça, “A Viagem”, interpretada por um grupo de alunos da Escola Primária Completa 12 de Outubro, de Hulene, Inaia, o “caçula” de casa, aventura-se à procura dos seus dois irmãos, que eram escravos numa comunidade distante, chamada Kurukuro. O enredo desenvolve-se a cada caminhada de Inaia pelos lugares mais assombrosos e perigosos da vila, onde, às vezes, era submetido a atrocidades.

web maningue.teatro1 jun18A peça “A Viagem” foi uma adaptação do conto homónimo de Tatiana Pinto, da coleção “Contos e Histórias de Moçambique” do catálogo da EPM-CELP. A participação dos alunos do estabelecimento de ensino de Hulene no espetáculo do Auditório Carlos Paredes ocorreu no âmbito do projeto “Mabuko Ya Hina”, através do qual Rogério Manjate dinamiza oficinas de teatro em escolas do sistema de ensino moçambicano aderentes àquele projeto liderado pela EPM-CELP.

O outro trabalho apresentado foi “A Floresta Mágica”, contada pelos alunos do “5.°E” da EPM-CELP, que narra a história de duas amigas, Sofia e Laura, que passeiam por uma floresta perigosa. Desconhecendo as proibições de consumo de qualquer fruta na floresta e do banho nas lagoas, as duas amigas passam por diversas dificuldades durante o caminho. Brincalhona e criada pelas alunas, a história termina quando Sofia se apercebe dos estranhos sonhos sempre que ela e a amiga comiam frutas da floresta ou tocavam nas águas das lagoas, alertando Laura para abandonarem o local.

Os dois espetáculos teatrais, coordenados pelo professor de teatro na EPM-CELP, o ator, encenador e poeta Rogério Manjate, demonstraram caráter criativo, com o palco sem cenário e objetos, permitindo que os pequenos atores usassem a imaginação e trocassem de papel, sempre que necessário para contar as histórias.

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