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Celebra-se hoje o Dia de África e, na Escola Portuguesa de Moçambique – Centro de Ensino e Língua Portuguesa (EPM-CELP), dois atos artístico-culturais marcaram a efeméride: o lançamento do livro “A Formiga Juju e a Borboleta Mwarusi” com dramatização da obra por atores da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane e o “Recital de Poesia e Piano” com o poeta Eduardo Quive e a pianista Melita Matsinhe.

web dia.africa1 2018Logo cedo, um grupo de mais de 200 crianças do primeiro ciclo do ensino básico da EPM-CELP assistiu à peça do Grupo de Teatro da ECA, que culminou com o lançamento da obra “A Formiga Juju e a Borboleta Mwarusi”, o quarto livro infantil da escritora Cristiana Pereira e do ilustrador Walter Zand, que versa sobre a problemática e os desafios da África na atualidade. A primeira obra da série Formiga Juju foca-se na proteção do ambiente, a segunda na inclusão social e diversidade, a terceira na prevenção e combate à malária e, esta, na educação da rapariga.

Em declarações à imprensa, Cristiana Pereira realçou que a história da “A Formiga Juju e a Borboleta Mwarusi” foi criada num contexto complexo, onde a rapariga é vista como ser inferior, um pensamento aliado às violações sexuais, casamentos prematuros e a todo o tipo de violência. A história nasceu em Nampula onde um grupo de ativistas tem desenvolvido iniciativas de educação para cidadania no sentido de consciencializar a sociedade sobre a valorização de “Mwarusi”, que, traduzido de macua, significa menina ou donzela.

Tanto na peça teatral como no livro, a história da Formiga Juju e da Borboleta “Mwarusi” está incompleta. Propositado ou não, após a apresentação da obra, Cristiana Pereira e Walter Zand desafiaram os pequenos espetadores a terminarem o conto. Para esta atividade, as turmas contarão com a ajuda dos professores que, no fim, selecionarão as três melhores historietas para a premiação. A ideia entusiasmou a pequenada que prometeu entrar na competição.

Um recital memorável!
Às 13 horas outra atividade entrou em voga: o “Recital de Poesia e Piano” com o poeta Eduardo Quive e a pianista Melita Matsinhe. Mas, antes de as figuras principais se apresentarem, alunos da EPM-CELP e os convidados da Escola Secundária do Triunfo exibiram os seus talentos na declamação de poesia.

A competição envolveu cerca de 10 estudantes, mas, no fim, só Patrícia Angius, da EPM-CELP, que declamou “Se Quiseres Me Conhecer”, de Noémia de Sousa, e Ercília, da Escola do Triunfo, com “Karingana Wa Karingana”, de José Craveirinha, conseguiram vencer o prémio: um livro de poesia de Melita Matsinhe com o título “Ignição de Sonhos”.

E por falar em sonhos, no “show” principal, o poeta Eduardo Quive e a pianista Melita Matsinhe descreveram as variadas facetas do continente africano, mas a vontade de vencer, de sonhar e realizar as intenções expressas na poesia guiou os ritmos dos declamadores, quão cúmplices e expectantes. Autores como José Craveirinha, Noémia de Sousa, Agostinho Neto, Ana Paula Tavares, Mbate Pedro, Marcelino dos Santos, entre outros, descreveram a África de que todos nos lembramos, sonhamos e conquistamos. E foi, também, nesse sentido que a diretora da EPM-CELP, Dina Trigo de Mira, instou os alunos a continuarem a estudar e aprender para além das salas de aulas para que conheçam as diferentes histórias através das artes e cultura.

O Dia de África (anteriormente chamado Dia da Liberdade de África e Dia da Libertação de África) é a comemoração anual da fundação da União Africana, a 25 de maio de 1963. É comemorado em vários países do continente, assim como em todo o mundo. Ouça aqui a reportagem das comemorações do Dia de África na EPM-CELP difundidade pela Rádio Politécnica.
 
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