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Decorrida uma semana após o início do ano letivo em Moçambique, a EPM-CELP abriu ontem o “Banco do Livro” para promover a reutilização de livros e manuais escolares nos estabelecimentos de ensino integrados no projeto “Mabuko Ya Hina”.

O “Banco do Livro”, que acontece anualmente na EPM-CELP, é uma iniciativa que tem como objetivo apoiar alunos e professores de escolas moçambicanas de forma a reduzir os encargos financeiros das famílias com a aquisição de livros e manuais escolares para os seus educandos. De acordo com a coordenadora do projeto “Mabuko Ya Hina”, Ana Albasini, as publicações escolares disponíveis no “Banco do Livro” não se destinam às bibliotecas pois “elas já recebem de outras fontes. O que se pretende com esta ação é que os livros de literatura infantojuvenil, as enciclopédias e atlas, entre outros, sejam de consulta e de leitura sugestiva entre os diretos beneficiários”, explicou.

Para além da sua importância ambiental ligada à reutilização do papel, no atual contexto económico e social, o “Banco do Livro” assume também valor ao garantir a racionalização de custos e efetiva poupança familiar, ao criar laços literários nos estudantes e professores e ao expandir conhecimentos através da leitura de livros usados em outros sistemas de ensino, entre outros benefícios.

Dezenas de professores das cerca de 30 escolas integradas no projeto “Mabuko Ya Hina” manifestaram a sua satisfação e não pouparam esforços para apreciar, escolher e recolher os livros para as suas escolas. Simião Laite, por exemplo, da Escola Primária e Secundária 12 de Outubro, coletou livros das disciplinas de Português, Matemática e Educação Visual, assumindo serem os que mais fazem falta entre os professores e alunos da sua escola. Ossília Chissano, da Escola Primária do Triunfo, por sua vez, confessou que “primeiro fui para a minha área, que é da disciplina de Português onde saciei a minha vontade, e depois fui para as áreas dos meus colegas e, assim, levei vários livros e de todas as disciplinas”. Embora os livros disponibilizados tenham sido usados no sistema de ensino português, para esta professora de língua portuguesa a questão não dificulta o processo de ensino e aprendizagem pois “o currículo é diferente, mas o conhecimento é universal”, garantindo que, independentemente da sua proveniência, todo o material didático é partilhado e aproveitado.

O “Banco do Livro”, que disponibiliza manuais de todas as disciplinas a partir do ensino primário até ao ensino secundário, estará em funcionamento até à próxima sexta-feira (15 de fevereiro).

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